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299 mil jovens não trabalham e não estudam em Alagoas

299 mil jovens não trabalham e não estudam em Alagoas

Gazeta de Alagoas
Com a segunda maior taxa de desalentados (desempregados que desistiram de procurar trabalho) do País, com 16,5% registrados no terceiro trimestre, Alagoas detém outra marca nada animadora. Dados da pesquisa “Síntese de Indicadores Sociais 2019 – Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira”, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Estado encerrou 2018 com 299 mil jovens entre 15 e 29 anos que não trabalham e não estudam.
São os chamados "Nem-Nem", termo que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), deriva da sigla Neet (Not in Education, Employment, or Training, “fora da educação, do emprego e da qualificação profissional”, numa tradução livre), surgida na Inglaterra, nos anos 1990, durante as primeiras discussões sobre os jovens que não trabalhavam e nem estudavam.
Para a economista do Ipea Joana Costa, no entanto, diferentemente da sigla inglesa, que usa termos técnicos e mais formais, a expressão em português acabou ganhando um tom pejorativo, por passar a ideia de que esses jovens são ociosos e que estão nessa situação, simplesmente, por vontade própria.
“O termo em português é ruim porque dá a ideia de que o problema é do jovem, como se ele não quisesse trabalhar ou estudar", defende. "É como se você estivesse culpando o jovem pela situação, sem olhar para as barreiras que ele está encontrando”, enfatiza Joana Costa.
De acordo com os dados do IBGE, do total de jovens alagoanos que não estudam e não trabalham, 67 mil dele - o equivalente a 22,4% do total - estão localizados na capital alagoana. Em todo o País, segundo o levantamento, o número de jovens entre 15 e 29 anos que não trabalham e não estudam atingiu 10,9 milhões - o equivalente a 23% do total de brasileiros nessa faixa etária. O percentual é 1,7 ponto percentual superior ao índice registrado em 2016.
Segundo o IBGE, o fenômeno é fortemente influenciado pela interrupção dos estudos. O insucesso na transição da escola para o mercado de trabalho pode dificultar que os jovens atinjam outros objetivos tradicionais da fase adulta, influenciando seu grau de satisfação com a vida, confiança em outras pessoas e até interesse na política", alerta o órgão.
Os dados da pesquisa mostram que dos jovens de 18 a 24 anos de idade que não trabalhavam e não estudavam, 46,6% não tinham concluído o ensino fundamental e 27,7% terminaram apenas essa etapa. Na faixa entre 25 e 29 anos, a proporção é de 44,1% e 31,2%, respectivamente. Dos jovens que concluíram o ensino médio, há mais incidência entre quem fez ensino regular do que entre os que concluíram o ensino técnico.
Com a segunda maior taxa de desalentados (desempregados que desistiram de procurar trabalho) do País, com 16,5% registrados no terceiro trimestre, Alagoas detém outra marca nada animadora. Dados da pesquisa “Síntese de Indicadores Sociais 2019 – Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira”, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Estado encerrou 2018 com 299 mil jovens entre 15 e 29 anos que não trabalham e não estudam.
São os chamados "Nem-Nem", termo que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), deriva da sigla Neet (Not in Education, Employment, or Training, “fora da educação, do emprego e da qualificação profissional”, numa tradução livre), surgida na Inglaterra, nos anos 1990, durante as primeiras discussões sobre os jovens que não trabalhavam e nem estudavam.
Para a economista do Ipea Joana Costa, no entanto, diferentemente da sigla inglesa, que usa termos técnicos e mais formais, a expressão em português acabou ganhando um tom pejorativo, por passar a ideia de que esses jovens são ociosos e que estão nessa situação, simplesmente, por vontade própria.
“O termo em português é ruim porque dá a ideia de que o problema é do jovem, como se ele não quisesse trabalhar ou estudar", defende. "É como se você estivesse culpando o jovem pela situação, sem olhar para as barreiras que ele está encontrando”, enfatiza Joana Costa.
De acordo com os dados do IBGE, do total de jovens alagoanos que não estudam e não trabalham, 67 mil dele - o equivalente a 22,4% do total - estão localizados na capital alagoana. Em todo o País, segundo o levantamento, o número de jovens entre 15 e 29 anos que não trabalham e não estudam atingiu 10,9 milhões - o equivalente a 23% do total de brasileiros nessa faixa etária. O percentual é 1,7 ponto percentual superior ao índice registrado em 2016.
Segundo o IBGE, o fenômeno é fortemente influenciado pela interrupção dos estudos. O insucesso na transição da escola para o mercado de trabalho pode dificultar que os jovens atinjam outros objetivos tradicionais da fase adulta, influenciando seu grau de satisfação com a vida, confiança em outras pessoas e até interesse na política", alerta o órgão.
Os dados da pesquisa mostram que dos jovens de 18 a 24 anos de idade que não trabalhavam e não estudavam, 46,6% não tinham concluído o ensino fundamental e 27,7% terminaram apenas essa etapa. Na faixa entre 25 e 29 anos, a proporção é de 44,1% e 31,2%, respectivamente. Dos jovens que concluíram o ensino médio, há mais incidência entre quem fez ensino regular do que entre os que concluíram o ensino técnico.

Fonte

Gazeta de Alagoas

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